terça-feira, 28 de junho de 2011

Estrangulando as esperas...vocês estão nessa fase?











Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus emails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas.
Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja…

- Agora eu tô pronta pra outra

Tati Bernardi

domingo, 26 de junho de 2011

O quê que há rapaz?

Agora venta frio lá fora, as cortinas do quarto dançam. Um efeito bonito.
Sento-me, olho os discos, os livros, tudo que mais amo, tudo meio sem sentido agora.O caderno continua em cima da cama; meus poemas, minhas folhas em brancos, nem lembro a última vez que escrevi. Amanhã é dia de folga, seria uma coisa ótima se eu não desejasse tanto ocupar a cabeça com  coisas práticas, com o cotidiano, com o real.Mas não, tem que ser esse excesso de sentimento, essa tormenta, escuridão densa dentro do coração. Tinha que ser esse clichê  paranóico.
Ah bem que eu queria explodir o mundo, mas não posso fazer isso sem machucar os que amo. Se bem que dizendo a verdade nem com isso estou me importando, amar e não ser amado virou para mim uma verdade sólida. Também tangível á palma da mão é esse medo de ficar sozinho. Não dou pra ficar só, e nem quero tentar, muito embora eu já possa entender que é isso que vai me curar, me tirar do sonho sem sentido do casal a dois, passeios no parque, beijos e palavras comuns.
Eu estou precisando me desconectar, não por depressão e nem desapego a vida, que eu amo, e sim por necessidade. Quero meu sol, meus livros, minhas canções e meu egoísmo, meu egoísmo, meu egoísmo. Eu quero entender dessa conversa de cuidar de si próprio.
É  que durante muito tempo eu imaginei que gostava mais de mim com TAL pessoa por perto, e ainda imagino assim, só quero saber como é não ser dependente dessa dor no peito, desses sentimentos contradizendo minha razão. De verdade mesmo eu queria ser criança agora, poder espernear, bater o pé e gritar, mas o tempo passa, nem tudo que é da vontade podemos fazer, e olha que eu já fiz muita coisa louca e demente, mas meu coração paciente cansou de esperar e se calou em meio ao sofrimento do mundo, as mortes nos jornais, a família indiferente, e a partida daquela menina que deixou saudade.
Eu me perdi em muitas aventuras ideológicas, Mas nunca fui rebelde sem causa, sempre busquei uma causa para tudo, e efeitos amigos, nenhum.
Sabe o que eu mais quero agora? Gargalhar! Não aquela seguida de silêncio  e lembrança, aquela breve que depende da presença dos bons amigos, eu quero o riso permanente, o que mesmo com os lábios cerrados, ressoa no corpo o dia todo, a energia positiva de sorriso de infância de quem ainda jovem sabe que há muito por vir.
Pelas palavras me dano e me salvo, minha tábua a deriva, pelos versos e crônicas me encontro, nas telas do cinema me traduzo e assim se faz esse homem confuso que de amor descobriu não entender nada, que de amizade não entende nada, que da vida não entende nada, mas sabe respirar pela manhã,  sentir a vida, e ter uma alta percepção das coisas que o cerca, do vento na janela, do dançar nas cortinas, das letras manchadas de dor e sangue das canções.
Agora venta frio lá fora, as cortinas do quarto dançam. Um efeito bonito, o sono não vem e penso que poderia ser fumante,mas odeio esse vício, na TV  parece relaxante...mas ligo o rádio, nenhuma música especial, melhor assim, e durmo.








PENSAMENTO MUSICAL:  Você me dói agudo e isso é grave,
Grave
Antes de te reencontrar
Sei que preciso voltar
A ser alguém


(Paulinho Moska/ Outra volta do Parafuso)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

E o amor anda fora de moda....(historias do cara)

COM TANTOS SENTIMENTOS POR AÍ, TINHA QUE SER JUSTO AMOR MEU DEUS!  ( Caio Fernando Abreu)






É difícil; muito difícil hoje em dia ter alguém pra falar e conversar sobre esse tal de amor.
A gente perde; chora; se desespera; dói.
Aí vem Deus e coloca certas tardes na nossa frente e pronto o mundo desaba.A força agora é uma ilusão e tentamos fingir ; continuar; mas por mais que sejamos bons atores a máscara sempre cai e o tombo é feio.

- Você é besta, isso passa- vão dizer
-Sai dessa otário- e tudo de fora parece muito fácil.Estamos numa era de hipocrisia e concreto;
ser sentimental é quase um crime.
O cara senta e observa o horizonte, a dor é quase insuportável, e por mais que queira ser duro e frio os olhos fazem sua tristeza aparente a todo que passa.E lá está mais um marginal, em tempos que falar de amor é coisa ridícula e fora de moda e que sofrer e demodê.
O Cara levanta, e tenta não olhar para os lados...por um segundo parece tudo tão passageiro
mas é impossível, ele olha pra trás, não consegue deter o gesto...uma vontade louca de ela voltar e
dizer que foi um erro; que a cena não estava boa e a história foi reescrita.Mas a vida deixa continuar aquele andar a passos lentos.Ele quis chamar; mas não podia.Nunca se sabe se um segundo de orgulho salvou ou ajudou a sangrar mais o coração.
É assim que foi...e vem na cabeça tudo aquilo que sempre nos dizem, que só se ama uma vez, que cada um tem uma tampa de panela e o pé sempre vai ter um sapato velho...essas  "verdades".
O Cara ta condenado a marginalidade, ele comete crimes hediondos :sente e demonstra que sente; isso é mal , muito mal por que enquanto ela se afasta a luz no fim do túnel vai ficando distante, o tempo deixa de significar algo relevante, de importante mesmo só fica o desejo; a dor e a precoce saudade,  saudade do recente passado e do antes radioso futuro.
Pow vem o Cara com aquelas cafoníssimas cartas de amor, declarações há muito guardadas achando que o último remédio pra doença sem cura é se lembrar do que causou a loucura.
Aquele cara ainda não se decidiu se o que dói mais é a indiferença da pessoa ou a raiva que ele sente dele mesmo por não poder sentir raiva de outra pessoa a não ser dele mesmo.
E dirão:A pára com isso que issso passa-Pois é tudo que sabem dizer por que lhes é impossível saberem que não dá pra pensar com emoção.
Não há alternativa....tentar mais uma vez seria burrice e de estupidez ele já foi escravo, mas não há alternativa
que alternativa se o que causa a dor é o que traz o alivio?É o Cara está dependente da droga;
a droga que todo ser humano experimenta um dia, a paixão que dana .
Ele quer correr, esquecer...se fosse permitido aos olhos da sociedade espernearia como criança
mas não pode, não pode por que é homem feito; tem que trabalhar e ser forte por que amor não é o que move os alheios e nem é vontade nem vantagem pra muitos.
Está no exílio....um deserto.
A zona de perigo se aproxima, o Cara sabe que a doença está avançada quando o humor que ainda resta se esvai e aí sim é um passo do precipício.
O Cara quer esperar....e um dia vai passar.....o que dá medo é a demora....
o tempo é amigo e inimigo da dor
auto consciência vai acabar com ele.Saber todas as saídas e possibilidades, pensar nunca foi um dom vantajoso, raciocinar, conhecer o próximo, conhecer a si mesmo sempre foi um fardo
e a vida parece que vai ser assim e vai ter que se acostumar.....
ele se mata?segue?
Ele não sabe perder o ser amado, chora e faz a cena, fica inconformado paralisa.....
agora ele está pensando.....sentindo, remoendo
o próximo minuto é uma incógnita... e depois continua.....

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Certas verdades incovenientes

Eles fazem apologia as drogas, puxam ciggaros de maconha em plena Avenida Paulista e chamam isso de liberdade de expressão. Eles vão para as ruas fazer apologia ao crime e chamam de liberdade de expressão.
Na Espanha, milhares se reuniram para protestar contra o desemprego, aqui milhares estão se reunindo pelo direito de alimentar o tráfico de drogas.
As mesmas pessoas, que ao passarem pelas esquinas das grandes cidades ignoram os menores de idade viciados em crack e óxi. As mesmas pessoas que não passam necessidade e ignoram o fato de que a maconha é a entrada para todas as outras drogas.
Legalizar? Ótimo, precisamos de algum outro vício para acompanhar o álcool e o cigarro, precisamos de uma desculpa, e essa desculpa vem sob a manta frágil do argumento da liberdade de expressão.
Não posso mais falar sobre gays, em nome da liberdade de expressão deles, mas posso dizer que drogado não é criminoso; não posso mais professar religião que seja contra homossexualismo, em nome da liberdade de expressão, mas jovens ricos e brancos podem quebrar a maior universidade do país em nome da liberdade de expressão.
Vivemos em um país em que os idiotas estão vencendo! Não sou contra gays, mas sou contra a mordaça gay, conheço gays muito inteligentes, gente boa, mas sou contra ser considerado imbecil por não querer comparar casamento gay com o de homem e mulher. E leia-se que tenho amigos gays, só ainda não acho tão normal, sim , todo tipo de amor é válido mas não seremos hipócritas de dizer que tudo é comum.
Eles ignoram minha poesia, mas dão valor a toda sorte de bobagens ditas por qualquer intelectual que jamais viu um irmão passar fome, ou os efeitos da droga sobre a família.
Eu não consigo fechar os olhos e sofro,eu não consigo censurar meus ouvidos e dói.
Vivemos em um tempo de valores estranhos, vivemos num tempo em que o sangue não nos espanta mais, o jovem é levado ao matadouro, e os assassinos conversam assuntos banais; o Estado gasta dinheiro para recuperar assasssinos, e a família é a unica que sofre a maior pena..inafiançável.
Agora penso: -Devo ter mais fé? Acreditar nos que rezam pra Deus?
Eu sigo lendo jornais, rindo, é meu vício, mas eles esquecem, o amor é importante porra!
Não nego minha incapacidade diante dos fatos, não nego minhas mágoas, minhas vinganças, mas não finjo que luto por ideias, causas ridículas e marchas vazias.
Olho tudo ao redor, uma certa decepção no olhar, o caminhar das utopias se perdeu, o que era óbvio desde o início, utopias são feitas para isso....mas estamos no tempo que em que as aspirações mais ridículas vencem.
Mais uma vez: Os idiotas estão vencendo...e tenho dito.



PENSAMENTO CONSEQUENTE:Droga é aquela substância responsável por tornar a sua vida aparentemente mais suportável

Gabriel o PENSADOR

terça-feira, 21 de junho de 2011

...Das pessoas comuns...como eu e você ( Histórias do Cara)

....aí não deram escolha e disseram:aceita! 
              o cara teve que aceitar
e engoliu seco pra não perder o que já há muito não era dele.Ele chorou, e prometeu ter mais vergonha na cara
cresceria e nunca mais teria uma queda assim.
Mas já em casa ligam do banco;  bem... o Cara está ferrado....falta muito ainda pra arrumar....o quebra cabeça da vida está faltando peça.
O coração é traiçoeiro ele pensava ao telefone, enquanto seu gerente falava o mesmo sobre cartões de crédito.É óbvio que ele deveria cuidar melhor de si mesmo, e claro que a vida é boa e o dia está radioso lá fora, mas é tão na cara que nada disso interessa agora. O mal pensamento encheu o Cara  de DÚVIDAS e vontade de vingança. Pow a gente sabe que só fazem a gente o que nós permitimos fazer mas e daí? Quando você sofre nada disso faz sentido....esse lance de o coração sempre arrasa a razão parece muito mais verdadeiro.
Ah aí o que dizem pra ele na rua?-O mesmo de sempre....todos tão fortes.
O chato de tentar se distrair no trabalho é o sufoco, a vontade de correr...e bem os amigos são sempre os melhores amigos..aqueles sim são amigões mas pow ..chegar em casa e ter que encarar o travesseiro de madrugada é dose...

Ele vai esperar até um dia perder a graça...vai amar pra sempre até o psicólogo que ele está quase procurando o convença de que não dá mais. Vai evitar escutar Los hermanos e Legião Urbana
e as músicas daquela garota o Cara vai ter que evitar um tempo.
Foda o amor faz você parar de escutar o I pod.















ps do dia:   "A dor de ter perdido supera em vastos a dor de não ter tido." 









domingo, 19 de junho de 2011

Adeus Você..... Falar de amor não é amar

Algumas canções são como experiências espirituais, falam pela gente, falam pela situação....


Adeus você
Eu hoje vou pro lado de lá
Eu tô levando tudo de mim
Que é pra não ter razão pra chorar
Vê se te alimenta
E não pensa que eu fui por não te amar
Cuida do teu
Pra que ninguém te jogue no chão
Procure dividir-se em alguém
Procure-me em qualquer confusão
Levanta e te sustenta
E não pensa que eu fui por não te amar
Quero ver você maior, meu bem
Pra que minha vida siga adiante
Adeus você
Não venha mais me negacear
Teu choro não me faz desistir
Teu riso não me faz reclinar
Acalma essa tormenta
E se agüenta, que eu vou pro meu lugar
É bom...
Às vezes se perder
Sem ter porque
Sem ter razão
É um dom...
Saber envaidecer
Por si
Saber mudar de tom

Marcelo Camelo




Pensamento consequente do dia: "Falar de amor não é amar" ( Capital Inicial)